16 julho, 2010


Não fiquem junto à minha campa, a chorar.

Eu não durmo e não vou lá estar.


Serei mil ventos a soprar.


Serei neve,diamante a cintilar,a luz do sol nos grãos a amanhecer.


Serei doce chuva de Outono,caindo.


Quando acordarem.na calma do alvorecer,serei estrela suave,na noite luzindo.


Não fiquem junto à minha campa, a chorar.

Eu não morri.Não vou lá estar...


( na partida do Mário dia 10 de Julho)

1 comentário:

Sara S. disse...

Há tanto de concreto como de simbólico nesses versos.
Beijinhos

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