03 outubro, 2010

mergulho no Eu














moro
no tempo da noite
e escuto minuciosamente
a chuva que canta uma sonata em sol menor

inalo
o cheiro da terra
que é regada sem dó
e vou por aí onde a erva rompeu à procura de morada passageira
embriago-me
de manhãs
música
flores
silêncios

e parto com o desejo
de que a chuva caia em mim.

6 comentários:

Anónimo disse...

Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta a vastidão imensa!
Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho rude e forte!

Florbela Espanca

Amor & Paz no seu Domingo!!
Beijo-te a alma! M@ria

. intemporal . disse...

.

. tão lindo . mesmo . mesmo .

.

. é tão bom invernar.me aqui .

.

. um bom.domingo .

.

. um beijo meu .

.

. paulo .

.

Luna disse...

Hoje o tempo cheia assim a terra molhada, como a envolvência ritmada e poética do teu escrito

franciete disse...

Do fundo do meu coração agradeço, tanta delicadeza, só uma alma brilhante como a sua poderia deixar tão gentis palavras.
Amiga é com muito carinho que lhe digo hoje já não se fazem pessoas tão amáveis.
Venha sempre que quiser pode vir a qualquer hora, este cantinho sempre estará aqui para lhe agradecer.
Beijinhos de luz e paz em seu coração.

Pelos caminhos da vida. disse...

Cheiro de terra molhada, lindo, lindo.

Obrigada pela sua companhia.

beijooo.

poetaeusou . . . disse...

*
um belo poema,
o teu,
,
mergulho na chuva
há minha procura !
,
um mar de estima,
fica,
*

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