06 dezembro, 2010

Vertigem


É de noite que mais facilmente ouço o canto das aves que trago dentro
dentro de mim
e me derramo nas palavras.

Sobre as ondas da vida ,sinto a consciência a soprar-me neste silêncio da noite como uma trombeta.

Confesso que me apetece assomar ao terraço de mim,fugir pelos olhos e adiar estas palavras...

7 comentários:

O Árabe disse...

Fugir pelos olhos... quantas vezes o fazemos, sem sequer perceber. :) Boa semana, amiga!

vieira calado disse...

Sim, é de noite que mais acontece a poesia.

Como no seu belo poema!

Beijocas

Pelos caminhos da vida. disse...

É com a noite que a magia dos poetas aflorescem mais...

beijooo.

poetaeusou . . . disse...

*
amiga,
num golpe de asa
imitando as gaivotas
voo vertiginosamente
para te ler e reler !
,
brisas serenas,
ficam,
,
*

Flor de Lótus disse...

Linda imagem, me lenboru a lagoa onde costumo ir para organizar as minhas ideias.
A poesia clama por nós quando tudo mais se cala.
Beijos

franciete disse...

Me atraso mas quando posso volto sempre para te acompanhar.
deixar uma parte do carinho que sinto por ti, te conhecendo entre-linhas.
Mas te amando com o amor de Cristo,
muita paz em teu peito delorido.

Sara S. disse...

Cerra os olhos e viaja para o mundo dos sonhos. A consciência não sossega, mas sempre te pode levar por outros caminhos que não atormentem, como uma ida à Aústria :)

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