08 janeiro, 2011

orquestra


A coisa mais solitária do mundo

é um solo de flauta

Em compensação

a tua cabeça está cheia de borboletas estrídulas

Mas eu deixo tombar das minhas mãos

o pandeiro de guizos

E,na verdade,o que eu tenho

é uma alma de violoncelo

grave,profunda,triste...

(Mário Quintana)

5 comentários:

Flor de Lótus disse...

Mário Quintana!!Adoro, lindos versos, esse poeta conseguia tirar poesia das coisas mais improváveis...
Beijosss

poetaeusou . . . disse...

*
como eu gosto de
violoncelar os poemas
de Quintana !
,
conchinhas,
deixo,
,
*

vieira calado disse...

Bem feito!

E, como já estamos num novo ano,

façamos votos

para que este seja melhor,
para todos!

(excepto alguns...
que não o merecem...)

Saudações poéticas

Maria Rodrigues disse...

Quintana é sempre uma excelente escolha.
Tenha um domingo maravilhoso
beijinhos
maria

franciete disse...

Minha querida amiga, o meu sincero agradecimento pelas tuas sempre tão amáveis palavras de consolo.
Beijos em teu coração, e que dentro desse violoncelo consigas guardar tudo o que te magoa.

Arquivo do blogue