22 novembro, 2011

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Mantenho-me em silêncio
por causa da fragilidade das palavras;
por causa da transparência dos actos;
até que germine o fruto do que o tempo acabou,
até que o silêncio não diga
o que quero fazer passar de mim.
E assim,
mantenho-me a reconstituir a vida.
No silêncio da vida!...
Por causa da vida!...
Para a Vida.

6 comentários:

vieira calado disse...

Sendo a vida feita de palavras e silêncios

O engenho que emprestou ao seu poema,

está muito bem arquitectado.

Saudações poéticas

Antônio Lídio Gomes disse...

Por vezes o silêncio é mais audível do que palavras proferidas em alta voz.
TITA querida, é sempre um prazer vir aqui.
Um abraço afetuoso deste amigo e leitor.

Ana Martins disse...

Tita, boa noite!
E nos silêncios que vamos mantendo, fazemos passar a palavra escrita, e tudo, por causa da vida e para a vida!

Beijinho,
Ana Martins

sérgio figueiredo disse...

e nada pode fugir à passagem pela vida onde as palavras nem sempre têm de ser ditas embora não deixem de ser sentidas estando longe de nos paralizar na caminhada com a vida.

cuidada conjugação poética.
as palavras fazem disto...

bj...nho

franciete disse...

Quem quer o brilho do sol tem de ter capacidade de superar adversidades, tem de ser resistente para atravessar o breu da soturna noite.
A vida é uma grande aventura na qual noites e dias se alternam. Não há milagres, só o milagre da vida.
A vida é luta e o corpo fraco e, mesmos assim vai sempre conseguindo dar um passo sempre mais em frente, os valentes superam todas as glórias e os fracos não reza a história. Pois a sua história termina na valeta a onde caiu.
Beijinhos de luz e paz na tua luta para que um dia também tu possas erguer a tua bandeira da glória...

piedadevieira disse...

Olá Tita, pois eu vim visitar e já me instalei.Pois quero voltar sempre.
beijos

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