10 outubro, 2012

segundo poema de solidão

                                                                       serei tão secreta
como o tecido da água

e tão leve
 
e tão através de mim deixando passar
toda a paisagem
e todo o alheio pecado
do gesto,da presença ou da palavra
que logo que a tua mão me prenda
me não acharás:
 
serei de água
 
                  (Glória de Santana)
 

6 comentários:

franciete disse...

Tita meu amor, quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.
E olha que é bem verdade, as raizes de uma ávore só a fazem crescer se ela tiver terreno capaz de as poder enterrar o mais profundo possível.
Nós também ao longo da nossa vida vamos enterrando as nossas mágoas cada vez mais fundo, e conforme elas vam indo fundo há sempre um tempo em que também querem ver a luz do sol!
É aí que as deitamos cá para fora de tal modo até que fiquem sem resistência e vão acabando sem forças, até que algumas sequcam e outras caiem para o lado.
A isto chama-se o círculo da vida e das nossas lembranças...
PS:mas aqui para nó também não tens assim tanto a dizer?
Beijinhos de luz paz e muito amor, que a vida te dê sempre motivos de alegria, que para nos deixar tristes; já nos basta os nossos DESGOVERNANTRS.

Antônio Lídio Gomes disse...

Nossa Tita...
Muito transcendente e profundo. Gostei. Beijos.

Luna disse...

sendo água és vida, a melhor essência que alguém pode desfrutar
beijinhos

Maria Rodrigues disse...

Água é fonte de vida, lindo poema.
Beijinhos
Maria

O Árabe disse...

Excelentes escolhas, Tita: do texto e da imagem! Boa semana.

. intemporal . disse...

.

.

. de água . crescente . de pão para a boca .

.

. és .

.

. o saco na porta .

.

. o pão para amanhã .

.

. um beijo meu . amplo e sentido .

.

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